sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Formação - Comunicação Sindical

Comunicação sindical



Comunicação sindical

A Comunicaçâo Sindical diz respeito ao trabalho de comunicação desenvolvido pelas organizações sindicais junto aos trabalhadores que elas representam e também junto à sociedade como um todo. Pode-se incluir, também, sob esta designação a comunicação posta em prática pelas associações de trabalhadores, como, por exemplo, a associação dos docentes ou as que representam os funcionários de uma empresa etc.
Na prática, a comunicação sindical atua nestas duas vertentes, buscando sensibilizar (melhor talvez seja dizer mobilizar) os trabalhadores para a defesa dos seus direitos e repercutindo suas lutas e conquistas junto aos diversos públicos (empresários, classe política, jornalistas e formadores de opinião etc).
O Brasil tem uma larga tradição na área da Comunicação Sindical, destacando-se, sobretudo, nas últimas décadas, a experiência e a competência comunicacional de alguns sindicatos, especialmente os dos bancários, dos metalúrgicos e dos petroleiros.
O jornalismo sindical ou operário desempenhou papel fundamental na vida política brasileira e sua história tem sido contada recentemente pelo esforço de pesquisadores das nossas principais universidades.
A literatura sobre Comunicação Sindical ainda é incipiente, mas pode-se encontrar bons textos, como os relacionados na bibliografia específica, neste site.


Discurso colação - Comunicação Mercadológica 2007

Comunicação mercadológica



Comunicação mercadológica

A comunicação mercadológica é aquela que contempla as ações desenvolvidas por uma empresa ou entidade no sentido de reforçar a imagem das suas marcas, produtos e serviços, colocando-as favoravelmente no mercado e , evidentemente, aumentando as suas vendas e, por extensão, a sua receita.
Para tal, as empresas ou entidades lançam mão de um amplo mix de comunicação, que inclui o esforço publicitário, o relacionamento com a mídia, o atendimento ao cliente (SAC, CRM), uma eficiente estrutura de distribuição e toda a sua competência em marketing.
A comunicação mercadológica tem experimentado uma verdadeira revolução , nos últimos anos, com o incremento das pesquisas focadas nos hábitos do consumidor, a utilização do database marketing , a globalização dos mercados e o consequente acirramento da concorrência, bem como pela introdução de alternativas disponibilizadas pela adoção das novas tecnologias.
Estamos na era da Internet, do Webmarketing, do E-commerce e muitas empresas ainda não se capacitaram para esta nova realidade: um número reduzido delas tem sabido aproveitar as novas oportunidades e estão fadadas ao insucesso, se rapidamente não se colocarem a campo para enfrentar os desafios que vem por aí.
A comunicação mercadológica passa por um momento de transição, com a redefinição de velhos conceitos e estratégias, devendo exibir, num futuro próximo, uma nova face. Não há dúvida, no entanto, de que ela estará, de agora em diante, irreversivelmente associada a uma postura ética, de compromisso com o cliente e com os cidadãos.
A excelência de produtos e serviços, alavancada pela comunicação mercadológica tradicional, só reforçará a imagem das empresas e entidades, se for acompanhada de uma ética empresarial, definida pelo exercício pleno da cidadania e da responsabilidade social.
Consulte, neste site, uma bibliografia seletiva sobre o tema e confira, também, alguns artigos relacionados.

Comunicação Interna - Liderança: Fuga das Galinhas

Comunicação interna



Comunicação interna

Entende-se por Comunicação Interna o esforço de comunicação desenvolvido por uma empresa, órgão ou entidade para estabelecer canais que possibilitem o relacionamento, ágil e transparente, da direção com o público interno (na verdade, sabe-se que há vários públicos internos em uma organização) e entre os próprios elementos que integram este público.
Deve ficar claro, portanto, que a Comunicação Interna não se restringe à chamada comunicação descendente, aquela que flui da direção para os empregados, mas inclui, obrigatoriamente, a comunicação horizontal (entre os segmentos deste " público interno) e a comunicação ascendente, que estabelece o feed-back e instaura uma efetiva comunicação.
Nas organizações em que se pratica apenas a comunicação descendente, talvez nem seja apropriado mesmo falar-se em comunicação, porque, como um processo, ela precisa realizar-se nos dois sentidos.
Tradicionalmente, a comunicação interna tem sido relegada a um segundo plano no planejamento de comunicação das empresas, órgãos ou entidades, certamente porque falta aos empresários e executivos a consciência de que a comunicação (na verdade, a boa comunicação - transparente, ágil, democrática e participativa) é vital para o desenvolvimento e a sobrevivência das organizações.
É um equívoco imaginar que a comunicação interna se restringe à circulação periódica de um jornal para os funcionários, mesmo porque os jornais empresariais, com raras exceções, têm uma pauta acentuadamente burocrática e não incluem , necessariamente, os empregados como sujeitos ativos do seu processo de produção.
Nos últimos anos, em função do esforço para aumento da produtividade e da qualidade, a comunicação interna tem sido mais valorizada nas empresas, mas é preciso ainda derrubar uma série de tabus e, sobretudo, democratizar a estrutura formal das organizações, que se caracterizam (evidentemente, há poucas e boas exceções) por uma hierarquia rígida e autoritária.
Há uma bibliografia disponível neste sitei sobre o tema ( menor do que se deveria esperar, dada a importância desta modalidade de comunicação) e é possível, ainda, consultar alguns artigos, de autoria de profissionais atuantes no mercado.


CIM - Comunicação Integrada de Marketing

Comunicação integrada



Comunicação integrada

Comunicação Integrada consiste no conjunto articulado de esforços, ações, estratégias e produtos de comunicação, planejados e desenvolvidos por uma empresa ou entidade, com o objetivo de agregar valor à sua marca ou de consolidar a sua imagem junto a públicos específicos ou à sociedade como um todo.
Tradicionalmente, a Comunicação Empresarial tem sido trabalhada como a somatória de atividades realizadas independentemente por departamentos, divisões ou assessorias que, necessariamente, não se articulam, ou seja, não há uma unidade, tendo em vista objetivos, valores e uma missão comum.
Na prática, o que é pior, além da falta de um planejamento comum, estes departamentos ou assessorias competem entre si, definindo instâncias particulares de decisão dentro das empresas ou entidades, seguindo a velha fórmula de " aqui quem manda sou eu". A comunicação interna fica entregue à área de Relações Públicas, os jornalistas editam os house organs, a propaganda/publicidade é responsabilidade dos profissionais de marketing, existe alguém para cuidar das relações governamentais (por que não um advogado ou um ex-político que tem trânsito em Brasília? ) e assim por diante.
Reunir todos eles numa mesa para um diálogo produtivo, é uma dificuldade (ou algo impossível) em muitas (talvez na maioria) das organizações.
A Comunicação Integrada, praticada com competência, subverte este situação e remete para um novo paradigma: a comunicação/marketing de uma empresa ou entidade não pode ser o resultado de esforços individuais, ainda que bem intencionados, porque a imagem da organização deve ser una, qualquer que seja o público com que ela se relaciona.
Uma empresa ou entidade não pode ser descontraída em suas campanhas publicitárias e burocrática ou autoritária na sua comunicação interna; não pode proclamar o seu desenvolvimento tecnológico no seu esforço de marketing e andar de carroça internamente, privando os seus profissionais e executivos do acesso integral às novas tecnologias.
A Comunicação Integrada pressupõe não apenas um diálogo produtivo, mas um planejamento conjunto. O processo de tomada de decisões, que deve incluir outras instâncias da empresa ou entidade que não as vinculadas especificamente à comunicação/marketing, deve ser compartilhado, ainda que haja um chefe, um superintendente ou diretor geral a que todos se reportam.
Embora a realidade do mercado ainda não seja essa, não há outra opção para o futuro, se a empresa ou entidade pretende manter-se atuantes e desfrutar de todas as vantagens oriundas da concentração de esforços e do seu poder de fogo em comunicação/marketing. Os feudos estão com os dias contados, ainda que devam resistir, bravamente, a esta nova postura, que retira poder e distribui responsabilidades.
A utilização das novas tecnologias, a presença na Web, as formas múltiplas de relacionamento com os públicos (SAC, Marketing de Relacionamento, CRM, Webmarketing etc ) devem integrar este composto maior de Comunicação, porque a experiência revela que, quando todos gritam juntos, o som fica mais forte e, sobretudo, que, quando todos combinam e ensaiam o grito, ninguém desafina.


Comunicação governamental, um novo conceito

Comunicação governamental



Comunicação governamental

A Comunicação Governamental compreende todas as atividades e ações desenvolvidas pelo Governo Federal, pelos Governos Estaduais e Municipais e pelos seus órgãos (secretarias, ministérios) e empresas no sentido de colocar-se junto à opinião pública, democratizando as informações de interesse da sociedade e prestando contas de seus atos.
O Governo vem, gradativamente, profissionalizando a sua estrutura de comunicação, embora ainda mais lentamente do que se poderia esperar, talvez porque se ressinta de alguns problemas típicos da esfera política, onde nem sempre a transparência e o interesse público prevalecem.
Pode-se, no entanto, apontar algumas empresas ou entidades vinculadas ao Governo que realizam um excelente trabalho de Comunicação, como a Embrapa- Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, hoje a maior fonte no setor, em virtude de sua competência técnica de seus pesquisadores e técnicos e dos seus profissionais de comunicação. Pode-se apontar, também, como exemplos o Banco do Brasil, a Petrobrás e muitas outras empresas, mas, com certeza, os casos de excelência são uma exceção neste Setor.
Há, ainda, dificuldades enormes a superar porque nem sempre a comunicação é vista, no Governo, como uma atividade estratégica, pois, geralmente, é posicionada para atender aos interesses dos governantes, ávidos por legitimação e promoção pessoal. As estruturas costumam desfazer-se com a troca de governantes no poder e o esforço de comunicação vem a reboque de campanhas em períodos eleitorais.
O Governo Federal, os governos estaduais e municipais ainda precisam dar um passo gigantesco para que possam estar em situação de igualdade com as empresas privadas, sobretudo as líderes de mercado. Uma primeira medida seria, talvez, compartilhar, de imediato, as experiências acumuladas pelas empresas e órgãos do próprio Governo que já descobriram a importância estratégica da Comunicação Empresarial e a praticam com competência e profissionalismo.

Comunicação Empresarial

Comunicação empresarial



Comunicação empresarial

A Comunicação Empresarial (Organizacional, Corporativa ou Institucional) compreende um conjunto complexo de atividades, ações, estratégias, produtos e processos desenvolvidos para reforçar a imagem de uma empresa ou entidade (sindicato, órgãos governamentais, ONGs, associações, universidades etc) junto aos seus públicos de interesse (consumidores, empregados, formadores de opinião, classe política ou empresarial, acionistas, comunidade acadêmica ou financeira, jornalistas etc) ou junto à opinião pública
A Comunicação Empresarial tem assumido, nos últimos anos, maior complexidade, tendo em vista a necessidade de trabalhar com diferentes públicos (portanto diferentes conteúdos, discursos ou linguagens) , o acirramento da concorrência, a segmentação da mídia e a introdução acelerada das novas tecnologias.
Hoje, exige-se do profissional da área não apenas conhecimentos e habilidades nas práticas profissionais, mas também uma visão abrangente do mercado e do universo dos negócios. Mais do que um simples executor de tarefas (bom redator de releases, bom relacionamento com a mídia, excelente editor de house organ), o profissional de comunicação empresarial deve ser um executivo, um gestor, capaz de planejar, estrategicamente, o esforço de comunicação da empresa ou entidade.
O mercado brasileiro e internacional já dispõe de empresas especializadas na realização deste trabalho e, internamente, as empresas ou entidades também têm experimentado gradativa profissionalização.
Hoje, a Comunicação Empresarial já desempenha papel fundamental, definindo-se como estratégica para as organizações, superada a fase anterior, em que suas ações , produtos e profissionais eram vistos como acessórios, descartáveis ao primeiro sinal de crise.
A literatura na área cresce vertiginosamente, com a contribuição de profissionais do mercado e das universidades (a Comunicação Empresarial, em seus múltiplos aspectos, tem, cada vez mais, sido objeto de trabalhos na graduação e na pós-graduação em Comunicação no Brasil). Muitas universidades, como a USP e a UMESP, para só citar duas instituições de ensino tradicionais na área de Comunicação no País, mantêm linhas de pesquisa em Comunicação Empresarial em seus programas de pós-graduação e já contabilizam mais de uma centena de dissertações e teses já defendidas.
Da mesma forma, multiplicam-se os eventos sobre Comunicação Empresarial, destacando-se, dentre outros, os Congressos promovidos pela Comtexto Comunicação e Pesquisa, pela Mega Brasil e pela ABERJE, entidade mais representativa da área.
Facilitamos, aqui, o acesso a uma bibliografia já generosa sobre temas relevantes da Comunicação Empresarial. Basta clicar em cada um dos sub-temas no menu Bibliografia. Pode-se consultar também os artigos, que se endereçam para os vários sub-temas, e obter, ainda, outras informações e materiais adicionais na tela sobre Fontes e Top Links.

Ciência na TV
Os materiais para divulgação da ciência, via TV, que se propõe o projeto do professor Dr. Marcelo Hermes Lima, do Instituto de Biologia da UnB, é de excelente qualidade.
Os mesmos já podem ser encontrados na internet:

Confiram a matéria abaixo de Carlos Oliveira para o Jornal Comunidade:

Um papo sobre ciência
Talk show na internet tem como atração cientistas brasileiros. Em entrevistas descontraídas e numa linguagem de fácil compreensão, eles falam sobre seus estudos, experiências, descobertas, enfim, tudo o que produzem de bom para o desenvolvimento da sociedade

Carlos Oliveira
cantonio@jornaldacomunidade.com.br

Um talk show (programa de entrevistas) que aborda a produção científica e os cientistas de Brasília. É o que pode ser visto desde a semana passada no site Painel Brasil (veja endereço no serviço). A atração, que leva como nome Ciência Brasil, é apresentado por Marcelo Hermes Lima, professor do Departamento de Biologia Celular da Universidade de Brasília (UnB), e tem como inspiração o programa televisivo Cosmos, que era apresentado pelo cientista Carl Sagan, no início dos anos 80.

Hermes Lima foi convidado pela direção do site, que há tempos pretendia colocar um programa sobre ciências no ar. Segundo Fernanda Sarkis, diretora de produção do Painel Brasil, a idéia nasceu em função de uma linha editorial que prevê uma programação bem variada, que atenda diversos seguimentos. “Acreditamos que, a partir do programa, vamos começar a mostrar a importância da pesquisa científica para a sociedade”.

Para Fernanda, o formato da atração e o fato de ser apresentada por um cientista muito comunicativo vão atrair um público bem variado. “Temos a expectativa de que pesquisadores, pessoas que gostam de ciência, além dos estudantes assistirão ao programa”, diz ela. A internet, na opinião da diretora de produção, proporciona essa audiência eclética. “Nós temos cerca de 1 milhão de acessos por dia, que assistem a vários formatos de programas”, detalha.

Esse grande número de acessos anima o cientista, que sempre gostou de divulgar a produção científica. Ele entende que essa é uma maneira de mostrar como são gastos os recursos repassados pelo governo às universidades. “Apesar de o orçamento científico não ser o necessário, acho que nós temos a obrigação de mostrar e a sociedade tem o direito de saber o que os cientistas têm feito”, afirma o professor e apresentador. Conforme ele, 98% das poucas verbas recebidas pelos pesquisadores vêm do contribuinte brasileiro e o restante de outros países.

De acordo com o professor da UnB, a falta de investimento em pesquisa no Brasil é culpa dos próprios pesquisadores. “Eles não mostram o que estão estudando para a sociedade. Inclusive, convidei um cientista amigo meu para ir ao programa e ele me disse que não iria nem sob tortura”, conta. Na opinião dele, isso é muito ruim para a ciência. “Assim, os recursos nunca virão”, acrescenta.

É por isso, continua Hermes Lima, que o talk show assume um papel muito importante no que tange a difusão de ciência. “Mesmo que o tema seja difícil para os não-cientistas entenderem, é fundamental que a sua aplicação social seja explicada”, diz ele. Agora, completa o apresentador do Ciência Brasil, muita gente verá o que vários cientistas têm feito.

A cientista do Departamento de Ciência Fisiológica, do Instituto de Biologia da UnB, professora Eliana Pinheiro, será entrevistada no talk show. Ela concorda com o professor/apresentador e diz que o pesquisador deve mostrar o que faz. “Existe um investimento dos brasileiros na universidade. Nós temos que dar esse retorno à sociedade”, reitera. Para ela, a iniciativa da direção do Painel Brasil e do professor é louvável. “Porque a emissora e o Marcelo tiveram uma visão da necessidade de se falar de ciência”.

Aliás, o assunto que será discutido entre o apresentador e a cientista será os morcegos vampiros. Será que os morcegos atacam os humanos? Eles são tão pequenos e vivem cerca de 20 anos. Poderia essa longevidade ter relação com dieta baseada em proteína? Isso é um indicativo para a alimentação humana? “Isso e muito mais o espectador vai saber. É isso que tenho pesquisado”, relata a cientista.

Serviço:
Para assistir ao programa acesse www.painelbrasil.tv/ciência. O programa dura 20 minutos e é disponibilizado em vários formatos, de maneira que possa ser assistido em várias velocidades de conexão com a internet.
http://www.jornaldacomunidade.com.br/?idpaginas=15&idmaterias=242463